| Ecos do espelho Literatura de bom gosto e pouco conhecida |
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Quinta-feira, Julho 28, 2005 Faz dez anos hoje. Eu estava lá, na praia que ele tanto amava, e seu corpo inerte. No dia anterior ele havia me dito "você vai sentir minha falta" e tudo era impossível. Meu colosso, era forte, invencível. Eu ainda não tinha quinze, mas todos os ídolos do mundo. E de repente apenas silêncio. Onde era o chão, o que era a vida, como podia ser o nada? Só havia resposta para essa última pergunta. Nada. Era aquilo, aquele eco dos meus próprios passos andando por uma casa que não mais reconhecia. Era o cansaço que me aniquilava tamanhamente que era impossível dormir. Era aquele teto enorme e branco, ali, parado na minha frente, eternamente na minha frente. Inacabadamente me impedindo de gritar. Eu não queria gritar. Eu não queria chorar. Eu não queria falar. Nem dizer adeus. Minha vontade era impotente quanto àquele congelamento de tempo. De repente era aquilo, o rosto cercado de flores brancas, as alianças orgullhosa e honradamente sempre ostentadas na mão esquerda não brilhavam mais lá. Ficaram aqui, como lembrança de um amor louco que resistiu a mais de trinta anos de adeus. De repente era simples, era o caixão indo para a gaveta, o cimento fechando a entrada e nada mais poderia me dizer tão claramente aquela perda quanto o silêncio asfixiante do meu coração.
Sábado, Julho 16, 2005 All you need is love...
Sexta-feira, Julho 15, 2005 Cansei... Quero virar gente normal deuma vez por todas. posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO | 8:52 AM |
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