Ecos do espelho
Literatura de bom gosto e pouco conhecida


Segunda-feira, Abril 25, 2005  

Meu coração oprimido tenta virar mente
Mas ir contra a natureza
Dói muito mais do que
Tudo aquilo que se sente
Quero ir embora pra qualquer
outro lugar
que não seja
eu
E mais do que tudo
quero que você
seja meu

posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO | 5:24 PM


Sexta-feira, Abril 15, 2005  

Poema 15
Pablo Neruda

Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran velado
y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerge de las cosas, llena de alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolia.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrulo
Y me oyes desde lejos y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle com el silencio tuyo.

Déjame que te hable también con tu silencio.
Claro como una lámpara, simple como un anillo
Eres como la noche, callada y constelada
Tu silencio és de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gusta cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como se hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto

posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO | 5:39 PM


Domingo, Abril 10, 2005  

Estou sentindo o martírio de uma inoportuna sensualidade. De madrugada acordo cheia de frutos. Quem virá colher os frutos de minha vida? Senão tu e eu mesma? Por que é que as coisas um instante antes de acontecerem parecem já ter acontecido? É uma questão da simultaneidade do tempo. E eis que te faço perguntas e muitas estas serão. Porque sou uma pergunta.
(Clarice Lispector, Água Viva)

posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO | 1:42 PM
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