Quarta-feira, Abril 25, 2007
teste
posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO |
7:14 AM
Domingo, Agosto 21, 2005
BUM!
[Acabou]
posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO |
4:06 PM
Quarta-feira, Agosto 17, 2005
Este blog se autodestruirá em 5 dias.
posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO |
12:41 PM
Terça-feira, Agosto 09, 2005
Ray of light
Madona
Zephyr in the sky at night - I wonder
Do my tears of mourning sink beneath the sun
She's got herself a universe - Gone quickly
For of the call of the thunder
Threatens everyone
And I feel
Like I just got home
And I feel
And I feel
Like I just got home
And I feel
Faster than the speeding light - She is flying
Trying to remember
Where it all began
She's got herself a little piece of heaven
Waiting for the time when
Earth shall be as one
And I feel
Like I just got home
And I feel
And I feel
Like I just got home
And I feel
Quicker than a right of light
Quicker than a right of light
Quicker than a right of light
Zephyr in the sky at night - I wonder
Do my tears of mourning sink beneath the sun
She's got herself a universe - Gone quickly
For of the call of the thunder
Threatens everyone
And I feel
Quicker than a right of light - Then gone for
Someone else shall be there
Trough the endless years
She's got herself a universe
She's got herself a universe
She's got herself a universe
And I feel
And I feel
And I feel
Like I just got home
And I feel
Quicker than a right of light - She's flying
Quicker than a right of light - I'm flying
posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO |
8:41 PM
Quinta-feira, Julho 28, 2005
Faz dez anos hoje. Eu estava lá, na praia que ele tanto amava, e seu corpo inerte. No dia anterior ele havia me dito "você vai sentir minha falta" e tudo era impossível. Meu colosso, era forte, invencível. Eu ainda não tinha quinze, mas todos os ídolos do mundo. E de repente apenas silêncio. Onde era o chão, o que era a vida, como podia ser o nada? Só havia resposta para essa última pergunta. Nada. Era aquilo, aquele eco dos meus próprios passos andando por uma casa que não mais reconhecia. Era o cansaço que me aniquilava tamanhamente que era impossível dormir. Era aquele teto enorme e branco, ali, parado na minha frente, eternamente na minha frente. Inacabadamente me impedindo de gritar. Eu não queria gritar. Eu não queria chorar. Eu não queria falar. Nem dizer adeus. Minha vontade era impotente quanto àquele congelamento de tempo. De repente era aquilo, o rosto cercado de flores brancas, as alianças orgullhosa e honradamente sempre ostentadas na mão esquerda não brilhavam mais lá. Ficaram aqui, como lembrança de um amor louco que resistiu a mais de trinta anos de adeus. De repente era simples, era o caixão indo para a gaveta, o cimento fechando a entrada e nada mais poderia me dizer tão claramente aquela perda quanto o silêncio asfixiante do meu coração.
Ele partiu, há dez anos, e eu nunca pude dizer que ele era meu herói. Que por isso eu não o conhecia. E que por isso eu não sabia que dizer eu te amo é importante.
posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO |
9:44 AM
Sábado, Julho 16, 2005
All you need is love...
É o que eu mais preciso... E eu tenho. Com você eu tenho, e a recordação da solidão completa da minha existência desde o primeiro grito se dissipa.
There is nothing you can do that can't be done...
E estou começando a fazer. Tenho o primeiro retorno para o primeiro passo nessa estrada que vai ser mais longa do que eu gostaria. Longa porque a caminhada poderia ser mais aproveitada se eu não precisasse tirar meus olhos um minuto sequer dos teus.
All you need is love...
Enquanto isso vou coletar as harmonias para o grande estouro. Seria muito bom que fosse junto com as cintilações barulhentas que tanto me embeveciam, e me embevecem, a cada fim de translação.
Love is all you need...
Eu tenho tudo o que preciso para caminhar, embora precisasse de um pouquinho mais da presença física do meu pedaço que voltou, ou que voltamos, a ser. Whatever... O sol não vem porque ele mora em mim.
E só tenho a agradecer. A você e ao arquiteto do meu livro, do grande livro. Sinto felicidade tão tamanha que desejo ardentemente não ter que me esconder sob hermetismos tolos. Mas a prudência ainda me ordena. E é preciso esperar que os outros saibam o que já sei.
posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO |
10:36 AM
Sexta-feira, Julho 15, 2005
Cansei... Quero virar gente normal deuma vez por todas.
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8:52 AM
Segunda-feira, Junho 13, 2005
O que te escrevo continua e estou enfeitiçada.
(Clarice Lispector, Água Viva)
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6:36 PM
Domingo, Maio 29, 2005
Meu rosto
frio
sente
falta da tua voz
As Palavras
que tanto me inebriaram
e me levaram
à euforia
trôpega
das
possibilidades de
lua
Não mais me procuram
Ainda não consigo ficar triste,
mas saudaosa
e temo o tremor
do término
dessa troca
Pergunto-me
se foi ou pode ser
Mas se a mim não compreendo
A alma
Como a ti posso começar a querer?
posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO |
8:08 AM
Quinta-feira, Maio 19, 2005
Três toques
Antonio Carlos Secchin
1) Paciência!
O processo dessa amor
já caiu em exigência.
2) Impaciência
Amor é bicho precário.
Eu queria avançar no romance,
e você me cortou no sumário.
3) Dialética
Acho que assim
resolvo o nosso problema.
Tiro você da vida
e boto você no poema.
posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO |
9:48 PM
Quinta-feira, Maio 12, 2005
Meus olhos fechados suplicam
advinha meu pensamento
te ofereço meus lábios
estou entregue
adivinha meu pensamento
é apenas encontrar a senha
criptografada no meu corpo ao teu atado
nas mãos que cerram teus cabelos
nesse suspiro fundo e abafado
meus olhos fechados suplicam
adivinha meu pensamento
te ofereço meus cuidados
estou entregue
advinha meu pensamento
basta a senha indiscreta
da estampa de sonhos antigos
teimosos, que ressurgem no meu sorriso
revelada nas fotografias azuladas
do dia de chuva, da concretização do rito
meus olhos fechados suplicam
este teu poder tão inerente e necessário
advinha meu pensamento agora
e que a tua descoberta
seja apenas coincidência
posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO |
10:16 PM
Domingo, Maio 08, 2005
Achei que ela tinha morrido. Andava estupefata ultimamente com aquele silêncio tão grande. Sentia que de fato havia me abandonado e, embora isso não fosse necessariamente ruim, era estranho. Parecia que eu estava meio solta de mim mesma, sem aquela obsessiva repassagem dos fatos, desde quando o joelho daquela menina se estabacou no chão por uma idiotice de uma criança grande até a mais remota surra porque não queria comer presunto. Surra de cinta. Obsessiva repassagem que acompanhava cada viagem de ônibus, cada momento numa fila. Quando criança eu conseguia agüentar as filas bem porque elas me faziam repassar e pensar tudo, numa concentração tamanha que parecia que nunca iria imergir do transe.
Continuo assim ainda. Mas onde está o eco do meu passado? Morto. Morta, ela, minha perdição e minha inspiração. Essa dor do mundo todo que denomino de minha e, incorretamente para a designação empírico do mundo, loucura. A minha loucura.
Ela foi embora. E me sinto estranha e tenho uma pequena ponta de desconforto, porque não consigo mais escrever como antes, e as palavras de Plutão parecem ter sido proferidas por um ser alienígena. Minha loucura, minha outra face, meu retrato de Dorian Gray. Sem ela talvez eu nunca consiga marcar o mundo. Pedi tanto pelo analgésico que não me perguntei se iria querer parar de ouvir ao meu próprio uivo quando a dor passasse.
Ela foi embora. E eu caminho sem dores no mundo que me impeçam de chorar. Tenho um ombro amigo, um trabalho bom e força para continuar sempre sem me abater. Ela foi embora e me sinto obrigada a ir em frente.
Ela foi embora e prefiro que não regresse nunca mais.
posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO |
4:11 PM
Quarta-feira, Maio 04, 2005
O real é miragem consentida,
engrenagem da voragem,
língua iludida da linguagem
contra o espaço que não peço.
O real é meu excesso.
(Antonio Carlos Secchin. Todos os ventos)
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11:23 AM
Segunda-feira, Abril 25, 2005
Meu coração oprimido tenta virar mente
Mas ir contra a natureza
Dói muito mais do que
Tudo aquilo que se sente
Quero ir embora pra qualquer
outro lugar
que não seja
eu
E mais do que tudo
quero que você
seja meu
posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO |
5:24 PM
Sexta-feira, Abril 15, 2005
Poema 15
Pablo Neruda
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran velado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerge de las cosas, llena de alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolia.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrulo
Y me oyes desde lejos y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle com el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio.
Claro como una lámpara, simple como un anillo
Eres como la noche, callada y constelada
Tu silencio és de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gusta cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como se hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto
posted by BIANCA MOREIRA CAMPEIRO |
5:39 PM
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